Eu admiro muito quem consegue notas altas. De verdade.

Mas chegando perto dos 40 anos, tendo feito faculdade no Brasil e MBA no exterior, cada vez mais me pergunto: qual é a real correlação entre notas e aprendizado?

Eu sempre fui bom aluno. Tinha notas muito boas na escola, razoáveis na faculdade de engenharia e abaixo da média no MBA (mas lá era escala 4.0, com notas normalizadas, X% tiravam A (4.0), Y% tirava B+ (3.7), e por aí vai. Se precisar eu explico melhor em outra postagem).

A diferença entre aprender e passar

Voltando à questão das notas, eu sempre percebi que existe uma diferença entre estudar para aprender e estudar para uma prova.

Óbvio que notas significativamente maiores indicam maior conhecimento. É estatisticamente impossível que alguém que tirou 9 em uma prova saiba menos que alguém que tirou 2.

Mas o meu questionamento é: existe muita diferença entre 8 e 6,5? Esse 1,5 veio de um conhecimento relevante ou de alguma memorização de algo que pode facilmente ser encontrado na internet, caso seja necessário?

O caso do "cheat sheet"

No meu primeiro período no MBA, um professor foi convencido a permitir na prova final que nós alunos levássemos um "cheat sheet" — um pequeno pedaço de papel com anotações para ajudar na prova. A prova se tornou com consulta, cada um com sua própria "cola".

Resultado: Quem tinha a melhor "cola", teve a melhor nota. E como a nota era normalizada, pequenas diferenças na pontuação geravam notas significativamente discrepantes.

Nesse caso específico, não houveram grandes consequências, todo mundo foi aprovado na matéria. Mas o GPA foi afetado (o meu, inclusive).

O meu questionamento é: estamos utilizando as notas de forma correta? Ou estamos dando às notas um peso maior do que elas de fato deveriam ter? Qual é a sua experiência com notas na sua vida acadêmica?

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